Amigos,
nessa seção eu disponibilizo para vocês
curiosidades gerais. Com o título na cor PRETA,
falamos de pessoas ou fatos importantes que as
envolvem, na cor AZUL de atualidades e quando
você encontrar um título na cor VERMELHA,
preste muita atenção, estamos dando dicas
importantes e muito legais pra você que gosta
de música.
Sublime 
Quem assistiu a novela Páginas da Vida, já
deve ter ouvido muitas vezes a “Melodia de
Orfeu e Eurídice”, executada pelo personagem
Luciano (Rafael Almeida), um jovem pianista prodígio.
Com a repercussão gerada pela trama, muita
gente se interessou pela vida e obra de Gluck, o
autor da música. Abaixo uma pequena biografia
desse compositor, que revolucionou a ópera e
foi uma das ligações entre o Barroco e o
Classicismo.
Cristoph Willibald Gluck nasceu em Erasbach,
Alemanha, em 2 de julho de 1714, filho de uma
família pobre. Ainda na infância, começou a
se interessar por música e aprendeu a tocar vários
instrumentos. Na juventude, estudou lógica e
matemática
em Praga. Depois
mudou-se para Viena e de lá para Milão, onde,
por volta de 1737, passou a ter aulas de composição.
Em 1741, compôs seu primeiro drama musicado, Artaxerxes.
Em
seguida, partiu em viagem pela Europa com
companhias intinerantes, até que, em 1750, se
casou com Maria Anna Bergin, filha de um
comerciante vienense. Com ela, se estabeleceu
nessa cidade, onde se tornou maestro da corte da
imperatriz Maria Teresa e professor de música
de sua filha, Maria Antonieta. Lá, escreveu
diversas obras, incluindo balés e óperas-bufas
(cômicas).
Foi
nesse momento que Gluck percebeu que o gênero
à época estava muito distante do seu ideal.
Enquanto a ópera séria havia se tornado um
mero pretexto para exibição vocal, a abufa
carecia de
inovação. Assim, o compositor decidiu fazer
mudanças ao gênero e, em 1762, estreou a obra Orfeu
e Eurídice. Nela, abandonou as tramas
amorosas intricadas e se voltou à mitologia
greco-romana, além de propor uma maior integração
entre texto e música, o fim dos exageros vocais
e dos recitativos secos (sem acompanhamento).
Depois desse trabalho, vieram Alceste
(1767) e Paride
e Elena (1770), que consolidaram as mudanças
propostas por ele.
Gluck
foi então chamado por sua antiga aluna Maria
Antonieta, agora casada com o sucessor ao trono
da França, Luis XVI, para apresentar seis obras
na Ópera de Paris. A primeira delas foi Ifigênia
em Aulis, que foi ao palco em 1774. As inovações
propostas não foram bem vistas por parte do público,
que continuou preferindo o modo napolitano de se
fazer ópera. Por isso, o compositor italiano
Niccólo Piccinni foi chamado à cidade para
provar a superioridade do estilo italiano,
gerando grandes discussões entre os
“gluckinistas” e os “piccinnistas”.
Em
Paris, o alemão também apresentou versões
francesas de Orfeu e Eurídice e Alceste,
e as recém-escritas Armide,
Ifigênia em Tauris e Eco
e Narciso.
Esta última foi um fracasso e levou Gluck a
voltar para Viena, onde compôs obras menores e
morreu, em 15 de novembro de 1787, deixando como
legado peças fundamentais para a construção
estética clássica e uma grande influência
sobre os compositores de ópera posteriores,
chegando até Wagner.
Fácil e Prazeroso 
Para conseguir conciliar sonoridade, agilidade e resistência, não basta apenas exercitar-se ao instrumento.
O domínio da técnica é fundamental e, para isso, é imprescindível conhecer o corpo e alguns procedimentos de relaxamento e alongamento...
Confira reportagem completa na revista “Teclado e Áudio” edição n° 124 de fevereiro de 2007.
Para acessar o site da revista "Teclado e
Áudio", clique
aqui.
Descoberta 
Johann Sebastian Bach e Wolfgang Amadeus Mozart são nomes que as pessoas lembram de imediato. No entanto, pouca gente conhece
Jacob Froberger (1616-1667). Compositor alemão fundamental para o desenvolvimento da música barroca para teclas, o músico influenciou muito no trabalho dos dois ícones citados. Um manuscrito com 35 peças para teclado de Froberger foi leiloado, no final de novembro de 2006, pela casa de Londres Sotheby’s. Considerado o primeiro mestre do cravo, suas obras estão avaliadas entre 450 mil e 750 mil Euros, pois os documentos ainda não eram conhecidos pelos estudiosos. Entre os papéis encontrados, constam 18 peças inéditas que, segundo especialistas, ajudarão a entender um pouco mais sobre o compositor, bem como acerca do período barroco da música erudita.
Data de nascimento e morte de alguns dos
maiores compositores da música clássica:
| Wolfgang
Amadeus Mozart |
(1756
– 1791) |
| Johann
Sebastian Bach |
(1685
– 1750) |
| Ludwig Van Beethoven |
(1770 – 1827) |
| Johann Strauss |
(1825 – 1899) |
| Richard Wagner |
(1813 – 1833) |
| Peter Tchaikovsky |
(1840 – 1893) |
| Antonio Vivaldi |
(1678 – 1741) |
| Frederic Chopin |
(1810 – 1849) |
| Franz Schubert |
(1797 – 1828) |
| Guiseppe Verdi |
(1813 – 1901) |
Em 05 de abril de 1975:
Minnie Riperton chegava ao primeiro lugar com a música “Loving You”, uma produção de Stevie Wonder. Nascida em Chicago em 1947, Riperton fez parte nos anos 60 do grupo vocal The Gems, que acompanhou vários artistas da gravadora Chess e gravou vários álbuns. Depois de deixar Chicago, Minnie foi morar na Flórida e começou a trabalhar com Stivie Wonder. Infelizmente, um ano depois que “Loving You” se tornou um eneorme hit, ela descobriu que tinha câncer. Apesar de passar por vários tratamentos e continuar trabalhando, ela não resistiu e faleceu em 1979.
Há 20 anos
O projeto Usa For África, que reunia vários superstars, colocava o mundo inteiro para cantar
“We Are The World”, mais precisamente em 05 de abril de 1985, o mundo ouviu pela primeira vez esse refrão. Em 13 de abril chegava ao primeiro posto da revista Billboard, permanecendo por um mês na posição. Vendeu 7 milhões e 300 mil singles e 4 milhões e 300 mil álbuns. Contando discos, vídeos e outros produtos de merchandisinge, o
USA For África arrecadou nada menos do que 44 milhões de dólares. Meses depois, o projeto seria retomado com o mega show
Live Aid.
Confúcio disse: “Se alguém deseja saber se um reino é bem ou mal governado, se sua moral é boa ou má, examine a qualidade de sua música, que lhe fornecerá a resposta”...
Aristóteles deixou escrito que: “através da música, o homem se acostuma a experimentar as emoções certas, tendo a música portanto o poder de formar caráter.”
J. S. Bach: Johann Sebastian Bach nasceu em 1685 numa atmosfera musical, dentro do mais puro cristianismo. Nascido de uma família protestante, era descendente de uma família de músicos desde os tempos de Martinha Lutero. Seu pai, Johann Ambrosius, era músico municipal na cidade e em sintonia com a tradição familiar criou-o na palavra, incutindo-lhe assim uma profunda fé, ainda o ensinou a tocar violino e viola e a escrever e ler as notas musicais. Aprendeu a tocar órgão dentro da igreja. Quando morreram seus pais (antes de completar 10 anos), seu irmão, que era organista, levou-o para morar com ele e se incumbiu de sua formação musical. Bach aproveitava suas férias escolares para viajer aos centros culturais mais próximos. Estudava, conhecia, treinava, se aperfeiçoava. Aos 22 anos era conhecido como maior interprete do instrumento em que se especializou: o Órgão. Firme na fé, com grande amor a Jesus, Bach deixou-nos um grande legado, e em tudo encontramos a marca do sublime. De sua extensa obra, tudo é assinalado pela suprema, absoluta perfeição. Veja Paixão Segundo São Mateus – O Velho e o Novo Testamento tocados e cantado. Sobre Bach disse Berlioz: “Um herege talvez se convertesse apenas ouvindo Bach”. Veja o que o grande Mozart disse: “Parece que toda a alma se concentra no ouvido e no coração”.
Para quem esta iniciando: O acorde que termina uma música será quase sempre o que inicia, ou seja, se uma música está em C (Dó Maior), inicia-se a canção com o acorde de C (Dó Maior) e o último acorde a ser tocado será o de C (Dó Maior). A música começa e termina pelo mesmo acorde, que, quase sempre, será o Tom. Veja mais sobre isso
a seguir.
Para harmonizar uma melodia:
1) O primeiro acorde é, normalmente mas não sempre, o acorde I. Assim se estivermos no tom de Dó Maior, o primeiro acorde será, provavelmente, um acorde de Dó;
2) O primeiro acorde (I) da peça, porém, nem sempre aparecerá junto com as primeiras notas da melodia. Às vezes, ocorre que é chamado de anacruse, isto é, notas que precedem o primeiro compasso completo da peça. Já que o acorde no primeiro compasso, provavelmente, será o acorde I, é lógico presumir que o acorde que harmoniza a anacruse, normalmente, será seu acorde V7. Às vezes, o acorde IV também progredirá bem em direção a este acorde I inicial.
3) Qualquer “salto” na melodia costuma ser uma indicação de um acorde que pode ser usado. Normalmente, ele envolverá as notas de um possível acorde (1, 3, 5 ou, talvez, 6) Isto sá uma pista segura com relação à harmonia correta no momento;
4) Se a melodia for de estrutura escalar e não houver saltos, existe um outro artifício bastante útil. Pode-se tentar criar o próprio salto, usando a primeira e a última notas do compasso. Em melodias que se movimentam bastante, esse artifício, às vezes, lhe dará uma “dica” de vários acordes possíveis de serem usados. Como em toda harmonização, o acorde finalmente escolhido será quase que totalmente determinado pela tradição (como a composição é normalmente ouvida) e pelo seu ouvido (o que soa melhor pra você);
5) No caso em que estejam envolvidos dois acordes por compasso, o salto na melodia pode ser criado entre as notas compreendidas dentro da metade do compasso;
6) Se a melodia for muito elaborada, é útil olhar ou tocar todas as notas da mesma, como se fosse um acorde. Se você for “visualmente” forte em harmonia, conseguirá perceber o acorde implicado. Talvez haja necessidade de omitir uma ou duas notas que possam estar fora do padrão;
7) Uma nota da melodia mantida ou repetida é, comumente, uma nota do acorde;
8) Se o acorde I parece ser a harmonia correta por um tempo muito longo (o que seria muito monótono), pode-se tentar interromper esse som meio do uso do acorde V7 ou mesmo do acorde de IV. Na medida em que você for adquirindo maior segurança, essa técnica de inserção de acorde dará muito mais colorido para a harmonia.
O Item Para Harmonizar uma Melodia é de Wilson
Cúria. Ele é pianista, professor e autor tendo inclusive acompanhado Liza Minnelli. Primeiro brasileiro a graduar-se na Berklee College of Music, gravou vídeo aulas e possui cinco livros publicados e distribuídos nos EUA, Europa e Japão.
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